Uma pessoa que usa a voz para falar o dia todo tem necessidades diferentes de uma pessoa que, mesmo necessitando de boa qualidade vocal, não tem um uso tão continuado. Por exemplo, um formador que dá formação durante o dia todo tem uma exigência vocal grande quanto à resistência enquanto uma pessoa em atendimento ao público (dependendo do contexto) já poderá ter uma exigência menor.  

Para facilitar a compreensão eu costumo dizer que um atleta que corre 100 m tem exigências e treino diferente de um atleta que faz uma maratona de 42 Km. Ambos precisam de treinar a sua condição física, mas com objetivos muito diferentes. Na voz acontece o mesmo pelo que é extremamente importante conhecer as exigências vocais da pessoa. Só desta forma, em conjunto com toda a sua história clínica e avaliação é que os exercícios vocais são selecionados para estarem devidamente adaptados aos diferentes objetivos.  Da mesma forma, para conseguirem atingir os seus objetivos, os atletas fazem treinos regulares e continuados, pelo que a otimização da voz e qualidade vocal também implica que a pessoa adquira novos hábitos e que cumpra o seu “treino”!

Aristóteles disse “nós somos o que fazemos repetidamente. A excelência não é um ato, é um hábito” e com bons hábitos e treino adequado a tua voz pode chegar à excelência!