Esta é uma questão muito frequente no meu dia-a-dia, por pessoas com disfagia. A disfagia é uma alteração da deglutição, ou seja do processo de conduzir a comida desde a boca até ao estômago. Na disfagia pode haver tosse e engasgamentos, sensação de bolo na garganta, acumulação de alimento na cavidade oral, sonolência durante as refeições, entre outros. Podem ocorrer também aspirações silenciosas, isto é, aspirações sem estes sinais de engasgamento.
A disfagia aumenta a probabilidade de ocorrência de infeções respiratórias, desnutrição e pode afetar muito a qualidade de vida da pessoas, quer em termos de saúde, quer em termos sociais.
A disfagia é uma realidade! Os valores de incidência são variáveis. Alguns dados indicam a presença de disfagia em 64-90% na fase aguda de AVC’s. A maioria das disfagias resolve-se durante as primeiras semanas pós-AVC, mas nem por isso carece de acompanhamento. É essencial uma avaliação e adaptação da alimentação adequadas para evitar complicações.
Algumas vezes as próprias pessoas têm dificuldade em reconhecer as consequências da disfagia e a sua gravidade. Afinal, ter tosse pode ser só daquele frio que se apanhou no dia anterior. E aquele engasgamento, nem sempre tem consequências imediatas.
Por isso é tão importante explicar às pessoas com disfagia e aos familiares as possíveis consequências da disfagia. Mostrar-lhes e explicar-lhes devidamente o que é a disfagia. Quando as pessoas percebem com certeza colaboram melhor!
Referências e documento a consultar!