by serterapeutadafala | Jan 12, 2012 | Surdez
Os primeiros anos da vida de uma criança são essenciais e palco do desenvolvimento de competências extraordinárias. Um atraso no desenvolvimento da linguagem, torna-se, assim, um fator de atenção por parte da família, que deverá verificar a necessidade, ou não, de uma avaliação e de intervenção. (mais…)
by serterapeutadafala | Dez 6, 2011 | Surdez
Feche os olhos e oiça tudo o que o rodeia. Pense na quantidade de sons que ouve todos os dias e na importância que estes têm para a sua vida. Como seria a sua vida sem o som? E se a perda de audição fosse no seu filho?
A surdez é uma realidade para um em cada mil recém-nascidos. (1) Contudo, tradicionalmente, com a ausência de um rastreio, esta afeção é detetada por volta dos dois anos de idade, havendo já uma manifestação de dificuldades no desenvolvimento da linguagem, da fala e das competências sociais. Desde o nascimento que a criança está exposta à linguagem, sendo os três primeiros anos da sua vida essenciais para o desenvolvimento da linguagem e também do sistema sensorial. A deteção e intervenção precoce (até aos seis meses de idade) em surdez permitem que melhores resultados sejam obtidos, e que a criança aproveite melhor o seu potencial, principalmente ao nível da linguagem, fala e das competências sociais. Este resultados aplicam-se também a crianças que usam a língua gestual como meio preferencial de comunicação (2 e 3).
A deteção precoce é possível através do Rastreio Auditivo Neonatal Universal. Este rastreio deteta a perda auditiva no recém-nascido através de Otoemissões Acústicas. Estas emissões testam a reação do ouvido interno ao som, sem implicar uma resposta ou comportamento consciente por parte da pessoa que está a ser testada. É um teste fácil, rápido, de grande sensibilidade e especificidade e não invasivo. (4) O Rastreio Audiivo Neonatal Universal pode ter mais que uma fase. A primeira fase é realizada com as otoemissões acústicas. Se o bebé passar tem alta, senão, deverá ser sujeito a uma segunda fase. Esta será realizada posteriormente, com otoemissões acústicas e potenciais evocados auditivos. Se o bebé passar, tem alta, se não passar, será encaminhado para avaliação, a fim de elaborar um plano individual de habilitação e educação, com o objetivo de diminuir o impacto da surdez na criança, na família e na própria comunidade .
Ao contrário de países como os EUA, em Portugal este rastreio ainda não é uma realidade em todas as maternidades, contudo é algo pelo qual se tem vindo a lutar (1).
Imagem de: David Castillo Dominici / FreeDigitalPhotos.net em http://www.freedigitalphotos.net/images/view_photog.php?photogid=3062
Fontes:
1 – http://www.apta.org.pt/
2-http://www.handsandvoices.org/articles/early_intervention/early_id_journey.html
3 –http://www.cdc.gov/ncbddd/hearingloss/treatment.html
4 –http://www.cdc.gov/NCBDDD/hearingloss/screening.html