A voz trémula, o olhar esquivo, os ombros curvados, as mãos irrequietas e o coração acelerado são alguns dos sintomas de quando fazemos apresentações em público. 

O conteúdo cuidadosamente preparado, sem muito texto no PowerPoint, com uma organização clara e sem repetição de palavras não são suficientes para relaxarmos e nos divertirmos e o nosso corpo denuncia-nos. A postura baixa e a voz fugidia descredibilizam a nossa mensagem. As mãos irrequietas, sempre a ajeitar o cabelo distraem quem assiste e o conteúdo essencial não é transmitido como queríamos. O nosso corpo não esconde o desconforto.  

 

Mas não precisa de ser assim.  

 

Melhorar as competências de comunicação é um objetivo que tenho procurado desenvolver nos últimos tempos. Tenho para isso procurado informações, formações e práticas que me permitam melhorar. 

Esta procura tem-me feito perceber melhor o impacto da comunicação e da forma como chegamos às pessoas através da nossa mensagem. Isso é muito poderoso e por isso tem de ser feito com o devido cuidado para que a mensagem que as pessoas recebem esteja de acordo com o que pretendemos transmitir. Comunicar é algo que fazemos todos os dias, mas será que o conseguimos fazer da forma mais eficaz? 

Falar com naturalidade, expressividade e entoação adequadas, demonstrando segurança e equilíbrio é importante nas diversas situações do dia-a-dia, tanto no contexto pessoal como no contexto profissional. Em geral, este é um objetivo de toda a gente, pois falar em público, fazer uma apresentação, ir a uma entrevista de emprego são todas situações em que somos avaliados pelas nossas competências de comunicação.  

Como Terapeuta da Fala trabalho com a comunicação, mas este trabalho pode ir além das perturbações de comunicação. Os Terapeutas da Fala têm competências teóricas e técnicas que permitem atuar no aperfeiçoamento de competências vocais e articulatórias, por exemplo, para que as pessoas possam estabelecer uma comunicação mais clara, com velocidade adequada e precisão articulatória, de acordo com as necessidades específicas e com as características da própria pessoa.  

Este é um tema que me tem suscitado muito interesse por perceber que a forma como me coloco em termos de comunicação impacta a perceção do outro sobre mim, a minha postura denuncia a minha confiança, a minha qualidade vocal o meu entusiasmo, a minha linguagem corporal reforça a mensagem.  

Vocês querem mais dicas de como melhorar estas competências?